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Dia 22/07/2018

“A compaixão pelas ovelhas sem pastor” – Mc 6,30-34 – A liturgia deste 16º Domingo do TC é marcada pela compaixão de Deus pelos que sofrem. No Evangelho do domingo anterior vimos Jesus enviando os seus, ordenando-lhes a viverem um estilo de vida bem despojado e solidário com as pessoas mais pobres. Este testemunho e tal proposta de vida fizeram com que as multidões acorressem em busca de quem os atendia em suas necessidades ...

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Dia 8/07/2018
“Um sábio que desconstrói saberes” – Mc 6,1-6 – Neste 14º Domingo do Tempo Comum prosseguimos com a leitura do evangelho de Marcos, interrompida pela Festa de São Pedro e São Paulo, que nos colocou em contato com o evangelho de Mateus, desafiando-nos a uma adesão pessoal e radical a Jesus. Como se sabe, Jesus não tinha formação cultural como os escribas, não foi aluno das escolas rabínicas, não discutia doutrinas, não possuía o poder sagrado dos sacerdotes e não pertencia a alguma família das elites. Era alguém sem nenhuma projeção social, conforme os padrões da época. Segundo o Evangelista Marcos, quando Jesus chega a Nazaré junto com seus discípulos, após sua jornada missionária, os moradores ficaram admirados pelo que dizia e fazia. Tinha grande sabedoria e suas mãos eram portadoras de uma força extraordinária. Seu ser atraía as pessoas. Não era um mestre da Lei que agregava discípulos, nem um doutrinador, mas um sábio que revelava Deus de uma forma desconcertante. Ensinava a viver pela força do amor que transmite saúde e alivia os sofrimentos. Era o “rosto da misericórdia de Pai”, e não o messias glorioso e poderoso. Assim, as pessoas de Nazaré não acolheram Jesus. Neutralizaram sua presença, ou com a indiferença, ou com perguntas sem importância. Eram perguntas genéricas, de informações sobre, sinal do bloqueio interior e da autossuficiência de seus saberes. A boa Nova de Jesus encontrou corações bloqueados e Ele não conseguiu aproximar as pessoas do Pai, nem curar dos sofrimentos. O relato desta visita nos surpreende. Jesus foi rejeitado pelos de sua terra, entre aqueles que estavam mais próximos dele. Chegou a Nazaré e ninguém foi recebê-lo, como as multidões faziam em outros lugares. Também não levaram enfermos para que ele os curasse. Não acolhem a sabedoria de quem cresceu com eles e deles aprendeu o que significa o viver cotidiano dos pobres. Ocorreu com Jesus o que ocorre em nossas relações comunitárias e familiares. Não reconhecemos o saber de quem fez uma longa trajetória de aprendizagem no conviver diário. Jesus foi apenas reconhecido pelo seu exterior. Para o encontro e a confiança mútuas, o caminho a percorrer é a superação do conhecimento somente exterior. Seus concidadãos só reconhecem tratar-se de “um deles”, o carpinteiro, o filho de Maria, irmãs e irmãos conhecidos. Como pode ser sábio assim? De onde vem a força de suas mãos? Jesus não pode ser entendido apenas a partir de fora. É preciso mergulhar no mistério da pessoa e então sim vamos deixar que nos ensine a viver com alegria, compaixão e vontade de criar um mundo mais justo. Ir. Zenilda Luzia Petry – FSJ

Congregação das Irmãs Franciscanas de São José
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