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Dia 22/07/2018

“A compaixão pelas ovelhas sem pastor” – Mc 6,30-34 – A liturgia deste 16º Domingo do TC é marcada pela compaixão de Deus pelos que sofrem. No Evangelho do domingo anterior vimos Jesus enviando os seus, ordenando-lhes a viverem um estilo de vida bem despojado e solidário com as pessoas mais pobres. Este testemunho e tal proposta de vida fizeram com que as multidões acorressem em busca de quem os atendia em suas necessidades ...

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“Resistência e vida nova” - Mc 4,26-34 - No Evangelho do 11º Domingo do TC Jesus compara o Reino de Deus a uma semente e a um grão de mostarda. Segundo o Evangelho de Marcos, Jesus iniciara sua atividade missionária com muito sucesso. Os primeiros capítulos mostram a intensidade destas atividades que entusiasmavam os discípulos e atraiam as multidões. Jesus é um missionário itinerante que, junto com seus escolhidos, tem urgência de anunciar o Reino. Em Mc 1,15 lemos: “O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo. Arrependei-vos, e crede no evangelho”. Mas já em 3,6, porém, os fariseus e os herodianos se unem para encontrar um meio de matar Jesus. Assim o primeiro entusiasmo vai encontrando objeções e perseguições. Discípulos começam a ter dúvidas e temem continuar seguindo a Jesus. A hostilidade dos adversários de Jesus cresce sempre mais, fenômeno que ocorre ao longo da história, com as pessoas portadoras de propostas alternativas de vida para todos. Hoje o Brasil sofre a deteriorização das utopias e sonhos. Acreditou-se em projetos de mais justiça e inclusão social, de mais igualdade e oportunidades para todas as pessoas. O texto do Evangelho reflete a situação vivida pelas primeiras comunidades cristãs, com diversas semelhanças em nossos dias. Após o entusiasmo inicial, sentiram-se dominadas pelo desânimo, pelas dúvidas, pelas perseguições, pelas crises e pelo abandono da fé. Marcos narra duas parábolas de Jesus para ajudar as comunidades a se manterem de pé: “a semente e o grão de mostarda”. Elas mostram o jeito de ser do Reino, que se manifesta de forma misteriosa, humilde, pequena, mas muito eficaz. A parábola da semente mostra que o processo é lento. O colono semeia e aguarda com paciência. A semente vai germinando e crescendo lentamente, mesmo sem a participação do lavrador. A força divina age, mesmo quando parece que tudo acabou. O crescimento do Reino depende da ação gratuita de Deus. O grão de mostarda mostra que a ação de Deus, por menor que seja, produz efeitos grandiosos. O Reino de Deus começa como uma semente pequena e insignificante, mas torna-se proposta universal, aberta a todas as nações e povos. Estas simples parábolas são muito oportunas no atual contexto eclesial, social e político. Há quem desanime porque seu grupo eclesial é pequeno, as comunidades conscientes e comprometidas são cada vez mais raras, as equipes de trabalho são reduzidas, as pastorais vão caminhando com pouca gente, a Vida Religiosa Consagrada sempre com menos vocações, sacerdotes proféticos, comprometidos com as causas sociais sempre mais raros. A missão profética da Igreja sempre mais temerosa. Na dimensão política, o desencanto atual toma formas autodestrutivas. E então surge a pergunta: ''Vale a pena continuar semeando?'' “Vale a pena lutar por mais justiça e fraternidade”? O Evangelho pode lançar novas luzes sobre nossos desencantos: ser resistente, paciente e perseverar. Continuar semeando, a semente germina e cresce sozinha. O tempo da colheita virá, mesmo no meio das intempéries. Deus sabe o dia e a hora. Esta fé e esta certeza nos leva a “prosseguir com confiança”. A hora de Deus virá. Ir. Zenilda Luzia Petry – FSJ
Congregação das Irmãs Franciscanas de São José
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