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“Um grande sinal...uma mulher vestida com o sol” - Lc 1,39-56 – Festa da Assunção de Nossa Senhora! Dia da Vocação à Vida Consagrada! A liturgia deste domingo transfere a solenidade da Assunção de Maria, do dia 15 de agosto e a celebra, de forma mais festiva ainda, num domingo, dia solene por excelência. O evangelho deste dia nos é muito familiar. Trata-se da visita de Maria a Isabel e do Magnificat, o belo canto dos pobres. A Vida Religiosa da A ...

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“Salvar a vida, prioridade absoluta” - Mc 2,23-3,6 – Neste domingo retornamos ao período Litúrgico do Tempo Comum e o Evangelho de Marcos é “combustível” para nossa reflexão e alimento de nossa esperança. Um evangelho muito iluminador no atual contexto brasileiro, onde leis são burladas segundo os interesses e conveniências de quem tem o domínio sobre elas. Vivemos também num contexto onde falta combustível e alimentos, não só nos Postos e Supermercados, mas sofre-se a falta do vigor da fé e da ética em nossas Instituições e comunidades. O texto tem como foco a Lei do Sábado. A prática de não trabalhar em dia de sábado era característica do povo hebreu desde o exílio (Dt 5,12-15; Ex 20,8-11; Jr 17,19-27; Is 58,13-14). Foi uma das formas de traçar a nova identidade de povo de Deus, uma vez que o que fora sua identidade - como terra, templo, culto, monarquia e outras, - foi eliminado com o Exílio da Babilônia. A Lei do Sábado tomou proporções quase insuportáveis ao longo dos tempos. Jesus inicia sua missão agindo com extrema liberdade e afirma, com clareza, que a lei não era um fim em si mesma, mas um meio a serviço das pessoas. A narrativa do Evangelho tem tom polêmico. Inicia dizendo que “era dia de sábado”. Esta informação aponta para rupturas que Jesus vai realizar. “Por que eles fazem em dia de sábado o que não é permitido” (2,24)? Segundo a tradição, era permitido arrancar espigas para matar a fome de quem estivesse nesta situação, mas não em dia de sábado! Para Jesus a escolha era clara. “O sábado foi feito para o homem.” (2,27). O texto segue informado que Jesus foi para a Sinagoga. A sinagoga é o cenário onde se produz a casuística da Lei por excelência. Há ali um homem de “mão seca”. O relato não informa a identidade deste personagem, nem a causa da sua paralisia manual. Jesus imediatamente tem seu olhar voltado para a pessoa necessitada. Não pergunta o que esta ele faz ali na sinagoga, não questiona nada. Apenas chama a pessoa para o centro, para o meio. Não pergunta se quer ser curado. “Alguns o observavam” (3,2), ou seja, observam Jesus, não a pessoa necessitada. A conclusão deste episódio dirá quem são estes observadores: herodianos e fariseus (3,6). Colocar o necessitado no centro é a mudança de foco que se faz necessária. Com o necessitado “no meio” Jesus olha ao seu redor e lança a pergunta decisiva: “É permitido no sábado... salvar uma vida ou deixá-la morrer?” (3,4) Em outras palavras: salvar ou não salvar? “Nada disseram” (3,4). Não podem dizer que é permitido matar e nem era permitido dizer que no sábado podia-se salvar uma vida. São duros de coração” (3,5). A pessoa de “mão paralisada”, ao estender a mão, ficou curada. O que significa “estender a mão”? Estender as mãos é a razão de ser do Sábado. Mãos estendidas em louvor a Deus, mãos estendidas em favor dos outros, mãos estendidas para o agir misericordioso. Esta é a Lei das Leis. Os herodianos e fariseus entenderam o que Jesus ensinava e então decidem matá-lo. Assim ontem, assim hoje. Que o Espírito nos ilumine. Ir. Zenilda Luzia Petry - FSJ
Congregação das Irmãs Franciscanas de São José
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