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“Uma Igreja em saída” – Mt 28,16-20 – Festa da Santíssima Trindade! O Evangelho que a Liturgia nos oferece neste dia não trata da Trindade divina em si. Indica sim “em nome de quem” acontece o batismo a quem se torna discípulo de Jesus. Aproximando-nos mais do relato do final do Evangelho de Mateus, vemos que ele não conclui seu Evangelho com a cena da Ascenção de Jesus, como em Lucas (24,50-53), mesmo que, em ambos, Jesus esteja com seus discíp ...

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» Saboreando a Palavra
“Deixar-se surpreender” – Mc 16,15-20 – Festa da Ascenção do Senhor, dia de Nossa Senhora de Fátima, dia das mães! São diversos os focos para nosso olhar neste dia. Frente à diversidade de direções, a opção a se fazer é abrir-se à possibilidade de Deus nos surpreender por atalhos não traçados. Estamos no fim da leitura do Evangelho de Marcos. Os estudiosos afirmam que Mc 16,9-20 é um acréscimo posterior ao texto original. Sendo ou não, trata-se de um texto que faz uma espécie de síntese do que o evangelista buscou dizer ao longo do Evangelho. Uma interrogação que tudo perpassa é aquela de saber quem é Jesus. Marcos inicia afirmando que Jesus é o Filho de Deus (Mc 1,1) e coloca na boca do centurião romano a confissão decisiva: “Realmente este homem era o Filho de Deus” (Mc 15,39). Ao longo de todo o Evangelho, Marcos, a seu modo, vai mergulhando-nos no grande mistério da pessoa de Jesus e, ao mesmo tempo, introduzindo-nos ao discipulado deste Mestre que veio da Galileia das Nações. Na narrativa deste domingo da Ascenção, Jesus aparece aos onze discípulos e os repreende por não terem acreditado nas pessoas que o tinham visto ressuscitado (v.14). Aliás, todo o percurso dos discípulos traçado pelo evangelista Marcos está marcado por constantes incompreensões da vida e missão de Jesus e, na ressurreição, resistem em crer no testemunho daqueles e daquelas que experimentaram a ressurreição de Jesus. Agora, porém, é hora de partir. Jesus envia em missão de anunciar a Boa Nova a toda criatura. Promete a salvação a quem crer e for batizado, cuja vida será identificada por alguns sinais, os mesmos que marcaram a vida e a missão de Jesus e que estão nos mandatos missionários ao longo de todo o Evangelho: expulsarão demônios, falarão línguas novas, pegarão em serpentes e não serão molestados pelo veneno, imporão as mãos aos doentes e eles ficarão curados. a) A “expulsão de demônios” é uma das ações mais citadas ao longo do Evangelho de Marcos (cf Mc 1,23-28; Mc 5,1-20; Mc 7,24-30; Mc 9,14-29). Expulsar demônios é combater o poder do mal que estraga a vida. b)“Falar línguas” é começar a comunicar-se com os outros de maneira nova. c) “Vencer o veneno” há muita coisa que envenena a convivência. Muita fofoca que estraga o relacionamento entre as pessoas. Quem vive a presença de Deus dá a volta por cima e consegue não ser molestado por este veneno terrível d) “Curar os doentes” - Deus tem um cuidado especial para com as pessoas excluídas e marginalizadas, sobretudo para com os doentes. O mesmo Jesus que viveu na Palestina e lá acolhia os pobres do seu tempo, revelando assim o amor do Pai, este mesmo Jesus quer continuar vivo no meio de nós. E através de nós, ele continua a sua missão para revelar a Boa Nova do amor e da misericórdia de Deus aos pobres. A Ascenção de Jesus é a confirmação de qual lado da História Deus está e qual o lado que cabe a nós. Ir. Zenilda Luzia Petry – FSJ
Congregação das Irmãs Franciscanas de São José
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