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Dia 22/07/2018

“A compaixão pelas ovelhas sem pastor” – Mc 6,30-34 – A liturgia deste 16º Domingo do TC é marcada pela compaixão de Deus pelos que sofrem. No Evangelho do domingo anterior vimos Jesus enviando os seus, ordenando-lhes a viverem um estilo de vida bem despojado e solidário com as pessoas mais pobres. Este testemunho e tal proposta de vida fizeram com que as multidões acorressem em busca de quem os atendia em suas necessidades ...

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A vinha do Pai - Jo 15,1-8 - As imagens da videira e da vinha estão muito presente no Antigo Testamento. Eram imagens para identificar e descrever o povo de Israel. O povo de Deus era a vinha predileta do Senhor: “Vou cantar ao meu amado, o cântico do meu amigo para a sua vinha” (Is 5,1). O profeta se faz intérprete de Deus que canta seu amor pela vinha. O salmista também reza: “Tiraste do Egito esta videira, expulsastes nações, e a transplantaste” (Sl 80,9). Por outro lado, há profetas que vão descrever as maldades de certas vinhas: “Israel era uma vinha exuberante, que dava frutos. Quanto mais se multiplicava o seu fruto, tanto mais multiplicava os altares...” (Os 10,1). Também nos Evangelhos encontramos o tema da vinha como símbolo. A parábola dos vinhateiros é exemplo desta atribuição da vinha como símbolo do Povo e os dirigentes se tornaram vinhateiros homicidas (Cf. Mt 21,33-46). Em Jo 15 há uma mudança no símbolo da vinha. Já não é mais o povo que é a vinha do Senhor, mas o próprio Jesus com a comunidade. Ele se identifica com o tronco e a comunidade dos discípulos são os ramos. O novo povo de Deus é um povo que está unido ao tronco. Sem Ele nada se pode fazer. É preciso permanecer nele. O texto repete este verbo “permanecer” diversas vezes. A vida divina circula nas pessoas se permanecerem em Jesus. Sem Ele somos como ramos secos, incapazes de produzir frutos. O centro de uma comunidade é Jesus e seu Projeto. Colocar pessoas no centro é criar grupos sociais ou políticos, mas não se constitui comunidade cristã. Isto pode ocorrer na Igreja, na Congregação, em Paróquias, comunidades, onde lideranças ocupam o centro de tudo, ou os fiéis passam a “cultuar” mais o Papa, o bispo, determinado padre, Irmã ou o/a coordenador/a, do que adorar Jesus “em espírito e verdade”. Não existe Povo de Deus sem Jesus no centro. O Povo de Deus é a comunidade unida a Jesus. Recebendo a mesma seiva do Espírito, todos os membros vivem da mesma vida em Cristo. Esta vida produzirá frutos de justiça, solidariedade, misericórdia, ou como afirma São Paulo aos Gálatas: “O fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, bondade, benevolência, mansidão e domínio de si” (Gl 5,22). Viver unidos e produzir frutos é fonte de vida e de alegria para cada ramo da videira (Jo 15,11) e nisto será manifestada a glória do Pai (15,8). Importa permanecer em estreita união com o tronco, que os ramos serão exuberantes e frutíferos. Ir. Zenilda Luzia Petry - FSJ

Congregação das Irmãs Franciscanas de São José
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