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“Um pastor que dá a vida” - Jo 10,11-18 - A narrativa do “bom pastor” é a conclusão dos discursos de Jesus na festa das Tendas ou dos Tabernáculos, iniciado em Jo 7,2. O relato está em continuidade ao episódio da cura do cego de nascença (9,1-38) no qual se dá uma grande discussão entre Jesus e o grupo dos fariseus. Eles se encontram no átrio do templo, bem dentro do sistema político-econômico e religioso. Jesus assume sua missão de romper com as ...

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» Saboreando a Palavra
Domingo de Ramos – Mc 14,1-15,47 – A liturgia deste domingo de Ramos traz dois textos evangélicos de muita densidade. O primeiro, que é lido quando da bênção dos ramos (Jo 12,12-16), fala da grande manifestação popular em favor de Jesus. Sentado num jumento, animal de carga, Jesus entra em Jerusalém, capital do seu povo. Os discípulos, as discípulas e povo romeiro, vindos da Galiléia, o aclamam como messias. Mas o povo da capital não participa. Apenas assiste e as autoridades nem aparecem. O segundo texto é a narrativa da Paixão (Mc 14,1-15,47). Os quatro Evangelistas narram a Paixão do Senhor, mas a narrativa de Marcos, a mais antiga, é a mais breve e dramática. Narra os acontecimentos de forma cronológica mais organizada. Inicia fazendo referência à ceia na casa de Simão e à unção feita por uma mulher. O gesto da unção é uma das peças teológicas mais significativas da narrativa. Uma mulher anônima expressa sua fé no Messias crucificado e manifesta a sua radical generosidade, “quebrando o vaso” de perfume, atitude esta a ser assumida sempre por seus seguidores e seguidoras. Por outro lado há “um dos Doze”, bem identificado, que tem uma atitude deplorável, a ser evitado por todo e qualquer seguidor de Jesus. Ao longo da narrativa as atitudes de Jesus são de muita nobreza: mantém um SILÊNCIO solene e digno, aceitando o caminho da cruz. Aceita a unção fúnebre antecipada da mulher, não reage diante do beijo de Judas e ao gesto violento de Pedro. É a atitude de quem se mantém fiel e está convicto da missão que o Pai lhe confiou. Mantém silêncio durante quase todo o processo. É firme e decidido quando interrogado se é o Messias. “Sim, eu sou”. Confirma sua identidade e missão em meio ao massacre de tudo o que fez e anunciou. E este massacre é bem descrito na narrativa de Marcos, e pode ser melhor percebido quando se dá atenção aos verbos que descrevem as ações contra Jesus. “Entregaram, bateram, cuspiram...”. Um marco significativo é a confissão de centurião romano: ''Verdadeiramente esse homem era Filho de Deus''. É a chave de ouro de Marcos que inicia dizendo: “Evangelho de Jesus Cristo Filho de Deus”, e que, ao longo de todo o Evangelho, procura responder: ''Quem é Jesus?'' Mesmo confessando ser Jesus o Filho de Deus, Marcos mostra também a fragilidade e debilidade de Jesus, a sua humanidade. No Jardim, antes de ser preso, ''começa a sentir grande pavor e angústia''. Abandonado pelos discípulos, escarnecido pela multidão, condenado pelos líderes, torturado pelos soldados, Jesus percorre, na solidão, no abandono, o seu caminho de morte. Marcos sublinha ainda que Jesus se sentiu completamente só, abandonado por todos, até pelo Pai: ''Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?''. Salienta ainda a presença das mulheres que seguem e servem Jesus desde a Galiléia e sobem com ele a Jerusalém, até o pé da cruz. Elas são o modelo para os outros discípulos que tinham fugido. Que o domingo de Ramos nos coloque nas trilhas de uma “semana santa”, uma semana muito santa, pois oportuniza reassumir nossa vida de seguimento de “Jesus Cristo pobre, humilde e crucificado”. Ir. Zenilda Luzia Petry - FSJ
Congregação das Irmãs Franciscanas de São José
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