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“Uma Igreja em saída” – Mt 28,16-20 – Festa da Santíssima Trindade! O Evangelho que a Liturgia nos oferece neste dia não trata da Trindade divina em si. Indica sim “em nome de quem” acontece o batismo a quem se torna discípulo de Jesus. Aproximando-nos mais do relato do final do Evangelho de Mateus, vemos que ele não conclui seu Evangelho com a cena da Ascenção de Jesus, como em Lucas (24,50-53), mesmo que, em ambos, Jesus esteja com seus discíp ...

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“A Páscoa... estava próxima”- Jo 2,13-25 - No primeiro domingo da Quaresma acompanhamos Jesus o deserto, onde foi tentado pelo diabo e servido pelos anjos. No segundo domingo subimos com Ele na montanha do Tabor e lá contemplamos a sua transfiguração e a declaração do Pai: “Este é meu filho amado, escutai-O”. Neste terceiro entramos com Ele no templo, lugar de escuta e de encontro, onde realiza um gesto com grande força profética e simbólica. O episódio é narrado pelos quatro evangelistas, ainda que com algumas diferenças. Devia ser um ato muito importante para a Igreja primitiva. O texto inicia dizendo que “a páscoa dos judeus estava próxima”. João fala de três Páscoas, ( 2,13, 6,4; 11,55), nas quais Jesus participa, mais a quarta, na qual é Ele o Cordeiro Imolado. Os quatro evangelhos afirmam que o sistema do Templo caducou. Os evangelhos de Marcos, Mateus e Lucas colocam a expulsão do templo no fim da atividade de Jesus, pouco antes da sua prisão, como um dos motivos que levaram as autoridades a prender e matar Jesus. Os Sinóticos relatam apenas uma única visita de Jesus a Jerusalém durante a sua vida pública, aquela em que ele foi preso e morto. O Evangelho de João traz informações mais exatas. Ele diz que Jesus ia a Jerusalém nas grandes festas. Ir a Jerusalém significava ir ao templo para encontrar-se com Deus. Assim João coloca o mesmo episódio no começo da atividade de Jesus, após a realização do primeiro sinal, na festa das Bodas de Caná, símbolo da Nova Aliança que se inicia com a presença do “verbo que se fez gente e habitou entre nós”. “Estava próxima a Páscoa” (v.13). “Encontrou os vendedores de bois, ovelhas e pombas” (v.14). Os que iam ao templo deviam oferecer sacrifícios e por isso, se desenvolveu um comércio ao redor dele. “Fez um chicote de cordas...” (v.15). Um gesto violento para superar outra violência. Jesus age com o vigor do mensageiro de Deus (Cfr. Ml 3,1; Zc 14,21). “Tirai isto daqui! Não façais da casa de meu Pai uma casa de comércio” (v.16). Jesus afirma a sua especial relação com Deus e a sua autoridade sobre o templo (Cfr. Lc 2,49) “O zelo por tua casa me consumirá” (v.17). “Destruí, este Templo, e em três dias o levantarei” (v.19) Jesus fala de si mesmo, o novo templo, a nova páscoa, a nova aliança. Afirma que podem destruir à vontade este templo de pedra, pois ele não é mais lugar de culto. O lugar do culto agora sou eu. “Jesus estava falando do Templo de seu corpo” (v.21). Jesus falava do templo do seu corpo, que seria destruído pelos judeus e, em três dias, seria totalmente renovado pela ressurreição. Os judeus tomaram as palavras de Jesus ao pé da letra e zombaram dele: “Levaram 46 anos para fazer este templo e você o levantará em três dias!” É como se dissessem com desprezo: “Vá enganar outro!” Sinal de que nada entenderam do gesto de Jesus, ou não quiseram entendê-lo! Os discípulos também não entenderam o significado desta palavra de Jesus. Foi só depois da ressurreição que compreenderam que ele estava falando do templo do seu corpo. A compreensão das coisas de Deus só acontece aos poucos, em etapas. Ir. Zenilda Luzia Petry - FSJ


Congregação das Irmãs Franciscanas de São José
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