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Dia 22/07/2018

“A compaixão pelas ovelhas sem pastor” – Mc 6,30-34 – A liturgia deste 16º Domingo do TC é marcada pela compaixão de Deus pelos que sofrem. No Evangelho do domingo anterior vimos Jesus enviando os seus, ordenando-lhes a viverem um estilo de vida bem despojado e solidário com as pessoas mais pobres. Este testemunho e tal proposta de vida fizeram com que as multidões acorressem em busca de quem os atendia em suas necessidades ...

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“Meu filho amado. Escutai-o!” – Mc 9,2-13 - No 2º domingo da Quaresma temos como Evangelho a narrativa de Marcos que apresenta Jesus vitorioso sobre a morte e sobre os poderes que o mataram. É o texto conhecido como a “transfiguração de Jesus” no monte. Segundo o contexto literário da narrativa, encontramo-nos na parte que se refere ao caminho do discipulado, que inicia em Mc 8,22 e vai até Mc 10,52. Inicia e encerra com a cura de cegos. É o caminho em que Jesus vai abrindo os olhos, isto é, vai instruindo as pessoas que o seguem sobre quais os critérios e quais as exigências do seguimento ao projeto do Reino. Por isso, começa narrando a cura de um cego que passa por um processo de cura (Mc 8,22-26). Este processo de recuperação da visão será completo depois das orientações de Jesus, que perpassam toda a narrativa, quando Bartimeu, curado da cegueira, decide seguir Jesus pelo caminho (Mc 10,46-52). Ao longo deste caminho estão os três anúncios da paixão (Mc 8,31-32; 9,30-31; 10,32-34). Cada anúncio vem seguido pela incompreensão ou cegueira dos discípulos e por instruções de Jesus sobre o seguimento e sobre o resultado final deste seguimento. O relato da transfiguração no monte faz parte das instruções após o primeiro anúncio da paixão. A cena, recriada com diversos recursos de caráter simbólico, é grandiosa. Olhando o texto mais atentamente, vemos que a narrativa traz diversas ressonâncias do Antigo Testamento: além das figuras de Moises e de Elias, temos a montanha que recorda o Sinai, a antiga aliança; as vestes de Jesus brilham, como outrora no Sinai. Moisés nos coloca na memória do Êxodo, da libertação, da Lei, da Aliança. Elias nos mergulha na tradição profética que sustentou a fidelidade ao projeto de Deus. Jesus é aquele que vem resgatar o originário projeto de Deus. O Pai declara-o solenemente: “Este é meu filho amado. Escutai-o”. Nesta mesma perspectiva podemos contemplar a cena da “transfiguração”. Não se trata de uma “transformação”, ou seja, de uma mudança de forma, mas de uma trans+figura+ação. Pela figura humana de Jesus “transpassa” o divino que Ele é, e revela a ação que realiza. A ação de revelar ao mundo quem é o Pai e qual o seu plano. Este é o “filho amado do Pai” que irá realizar seus planos. Pedro, mais uma vez, manifesta sua cegueira, sua falta de entendimento do mistério da pessoa de Jesus. Um Messias que será morto não cabe na expectativa de Pedro e de todos nós. Ser servo, ser rejeitado, crucificado, não atrai para o caminho do seguimento. Descendo da montanha, Jesus ordena silêncio, um silêncio que só pode ser rompido quando todo o seu mistério for revelado: a cruz e a ressurreição dirão quem é realmente este a quem os discípulos estão seguindo. A tentação de adequar a pessoa de Jesus e seu mistério dentro das nossas medidas foi a tentação de Pedro e é nossa igualmente. Ir. Zenilda Luzia Petry - FSJ
Congregação das Irmãs Franciscanas de São José
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