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Dia 22/07/2018

“A compaixão pelas ovelhas sem pastor” – Mc 6,30-34 – A liturgia deste 16º Domingo do TC é marcada pela compaixão de Deus pelos que sofrem. No Evangelho do domingo anterior vimos Jesus enviando os seus, ordenando-lhes a viverem um estilo de vida bem despojado e solidário com as pessoas mais pobres. Este testemunho e tal proposta de vida fizeram com que as multidões acorressem em busca de quem os atendia em suas necessidades ...

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» Saboreando a Palavra
“Jesus ensina com autoridade e expulsa o mal” - Mc 1, 21-28 - O episódio narrado pelo Evangelista Marcos, neste 4º Domingo do Tempo Comum, nos surpreende e impressiona. Uma leitura atenta destes poucos versículos revela um tesouro de informações e de ensinamentos. Vejamos: o v.21 nos informa sobre o ensino e a prática de Jesus em Cafarnaum, aldeia onde foi morar no inicio de sua missão. Poderia ser apenas um lugar geográfico, mas se trata de uma aldeia por onde passa uma rota comercial e faz fronteira entre os territórios da Judeia e o mundo gentio. Cafarnaum é a porta de entrada para o mundo gentio e, à partir daí, a mensagem deve espalhar-se pelo mundo afora. O v. 22 de nosso texto mostra a reação do povo frente ao ensinamento feito “com autoridade, diferente dos mestres da Lei, até então conhecidos. Os vv.23 e 24 nos surpreendem pela aparição repentina e resistência de um “espírito impuro”. O que faz este “espírito impuro” na sinagoga, lugar onde jamais poderia estar? A sinagoga era o lugar do ensino da Palavra cujo foco principal era a lei da “pureza” e a observância do “sábado”. Mas neste ambiente religioso há um “espírito mau”. O que isto significa? Jesus rompe todas as fronteiras do Judaísmo oficial. O espírito impuro se identifica como um coletivo: “o que queres de nós”? “Vieste para nos perder”. Certamente se trata do sistema que impunha pesados fardos legalistas que marginalizava a multidão do povo. Jesus vai subverter esta ordem estabelecida. O v. 25 é central no texto. Trata-se da “Palavra de Jesus” que ordena e expulsa o mal. O Evangelho de Marcos vai acentuar constantemente que Jesus “ensinava”, sem nunca descrever seus ensinamentos, mas revela a força da palavra. O v. 26 mostra que o “espírito impuro” obedece à palavra de Jesus, não sem antes resistir e fazer os estragos que lhe são próprios. A questão dos espíritos maus, dos demônios, é constante em Marcos. O v. 27 é um paralelo com o v. 22, no qual o povo se admira com o ensinamento dado “com autoridade”. O v. 28 conclui o episódio mostrando o objetivo da ação de Jesus: espalhar a boa notícia em toda a Galiléia. Ação missionária de misericórdia, realizada com a autoridade de quem não faz concessões aos “espíritos maus” e ensina o reto agir. Ir. Zenilda Luzia Petry - FSJ

Congregação das Irmãs Franciscanas de São José
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