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“Um pastor que dá a vida” - Jo 10,11-18 - A narrativa do “bom pastor” é a conclusão dos discursos de Jesus na festa das Tendas ou dos Tabernáculos, iniciado em Jo 7,2. O relato está em continuidade ao episódio da cura do cego de nascença (9,1-38) no qual se dá uma grande discussão entre Jesus e o grupo dos fariseus. Eles se encontram no átrio do templo, bem dentro do sistema político-econômico e religioso. Jesus assume sua missão de romper com as ...

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» Saboreando a Palavra
“Meus olhos viram a tua salvação” – Lc 2,22-40 - Festa da Sagrada Família – O evangelho que a Liturgia deste dia nos oferece é muito conhecido e, ao mesmo tempo, esconde muitos mistérios que uma rápida leitura não alcança contemplar. Num primeiro momento podemos simplesmente olhar para uma família que cumpre as normas estabelecidas para a ocasião. Seguem as prescrições da Lei e estão inseridos no seu tempo e no seu espaço. “Quando se completaram os dias para a purificação deles, conforme a Lei de Moisés, levaram o menino a Jerusalém para apresenta-lo ao Senhor” (v.22). Se colocarmos esta narrativa no contexto maior do mistério do natal, um simples olhar para a geografia dos acontecimentos já nos chama atenção. A anunciação a Maria se deu em Nazaré, um povoado pequeno da Galileia. O nascimento de Jesus ocorreu em Belém, povoado que fica na periferia de Jerusalém. Agora estamos em Jerusalém, centro do poder político-econômico-religioso da época, para a apresentação do menino e a purificação da mãe. Era prescrição da Lei, a oferta e o resgate dos primogênitos. Então Jesus, o primogênito, é consagrado ao Senhor, mas é imediatamente resgatado pelo preço do que há de mais pobre: “um par de rolas”, pois a oferta de dois pombinhos ou rolas era o que se pedia aos pobres quando nascia o primogênito. Fiéis às tradições religiosas do povo, Maria e José cumpriram o rito de apresentação do filho primogênito. Este gesto simples revestiu-se de simbolismo. Quem foi levado ao templo, mais que filho de Maria e José, era o Filho de Deus. Aquele menino indefeso pertencia inteiramente a Deus, em quem sua existência estava enraizada. Era o Filho de Deus. No Templo, dois personagens acolhem Jesus: Simeão e Ana, dois anciãos de olhos postos no futuro, capazes de perceber os sinais de Deus e de testemunhar a presença libertadora de Deus no meio dos homens. Representam esse Israel fiel, que espera ansiosamente a libertação. A liturgia de apresentação evidencia dois grandes eixos da existência de Jesus: sua humanidade e sua divindade. Fora apresentado o homem Jesus, com todas as suas características socioculturais e familiares, em sua fragilidade de recém-nascido, na pobreza de seus pais, excluído do judaísmo por ser galileu. No menino Jesus, expressou-se a humanidade, de forma plena. Ele não foi poupado em nada, ao aceitar encarnar-se na história humana. Além disto, a narrativa de Lucas é envolvida pelo tema da contradição. Por um lado, Lucas acentua o empenho dos pais de Jesus em inseri-lo nas observâncias legais. Por cinco vezes é dito que tudo era feito conforme Lei. Porém, na profecia de Simeão, o menino será um sinal de contradição. Quem era conduzido pelos pais na observância da Lei, crescendo em sabedoria e graça, será o profeta que denuncia a opressão da Lei e a corrupção do Templo, proclamando a libertação e a bem-aventurança dos pobres. O amadurecimento no amor liberta e cria novas relações justas e fraternas entre homens e mulheres. Esta a boa nova da Liturgia da “Sagrada Família”. Relações novas, fundadas na misericórdia. Ir. Zenilda Luzia Petry - FSJ
Congregação das Irmãs Franciscanas de São José
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