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“Completou-se o tempo, o reino de Deus está próximo” - Mc 1,14-20 – O Evangelho do 3º domingo do Tempo Comum, este período litúrgico que forma como que uma “dobradiça” entre o Tempo de Natal e o da Páscoa, tem como foco o chamado dos primeiros discípulos, na ótica de Marcos. No 2º domingo tivemos o Evangelista João a nos brindar com sua teologia vocacional. A perspectiva de Marcos lhe é própria também, como foi a de João. O contexto de Marcos é m ...

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Esperando contra toda esperança” - Lc 1,26-38 - O evangelho do IV domingo do Advento deste ano é o anúncio de que o messias vai chegar e que algo novo irrompe na história. O surpreendente é que esta novidade não vem de altos escalões políticos ou religiosos, mas de uma criança nascida de Maria: uma jovem mulher com sua frágil criança. Aliás, a boa nova de Jesus é sempre algo que acontece na contramão. Daí o convite de se “ esperar contra toda esperança”. É o que também ocorre com Zacarias, quando Gabriel lhe anuncia que seria pai do profeta João: “Estou velho e minha esposa já tem uma idade avançada”. Além do mais, Isabel “era estéril” (Lc 1, 7.18). Da mesma forma também de Maria não se esperava que fosse gerar um filho, pois ainda não havia tido relações com José, seu noivo (Lc 1,34). A ação salvadora de Deus na história vem por meio das pessoas de quem não se espera grandes feitos. São pessoas que deixam Deus agir em sua história. “Faça-se em mim segundo a tua palavra”. O fato também do anjo Gabriel se dirigir a uma mulher, algo incomum numa religião controlada pelo patriarcado, é mais uma novidade da ação de Deus que se encarnou em nossa história, no seio de quem era excluída. A alegre notícia não vem dos grandes centros, mas o anúncio de sua chegada é feita a uma jovem em Nazaré, numa aldeia da periferia pouco importante para quem controla o templo de Jerusalém. Havia a promessa de que o Messias seria descendente de Davi. O que ocorreu foi uma forma nada comum para a sucessão davídica. E é justamente no menino de Nazaré, longe da dinastia davídica da Judeia, que nasceu aquele que “herdaria o trono de Davi, seu pai” (v.32). mas antes de ser “filho de Davi”, o anjo revela que “ele será grande, será chamado filho do Altíssimo”. E seu reinado não tem nada parecido com o reinado atribuído a Davi. Ao contrário, é um reinado de serviço à justiça do Reino, à vida dos mais pobres. O Messias também não veio como guerreiro, ou alguém com autoridade sacerdotal, ou como legislador. Como sua pobre mãe e seu pai trabalhador silencioso, Jesus revelou o Reino na contramão dos reinos conhecidos e implantados. O IV Domingo do Advento deste ano ocorre em consonância com o natal, a festa que nos convida a “esperar contra toda a esperança”, particularmente neste momento histórico da realidade brasileira e mundial. Ir. Zenilda Luzia Petry - FSJ.
Congregação das Irmãs Franciscanas de São José
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