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Testemunha da Luz - Jo 1-6-8. 19-28 – Estamos no terceiro domingo do Advento e a figura que se destaca é João Batista, aquele que preparou o caminho para Jesus. João Batista denuncia as injustiças do seu tempo e aponta para aquele que é a LUZ. A primeira parte do Evangelho é retirada do prólogo de João. Assim, em Jo 1,6-8 temos uma espécie de interrupção do prólogo poético e teológico que abre todo o Evangelho (1,1-18). É como se o evangelista ...

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» Saboreando a Palavra
“Todos são convidados” – Mt 22,1-14 – A liturgia deste 28º Domingo nos traz a proposta do Reino mais uma vez em linguagem metafórica, ou seja, compara o Reino a um banquete preparado por Deus para “todos os povos”. Este aspecto é muito significativo, em se tratando do evangelho de Mateus, escrito a uma comunidade Judeu-cristã, na qual persistiam concepções de exclusão dos povos não judeus. A salvação, a Aliança, seria exclusiva do povo Judeu. A parábola do banquete é figura apropriada para romper as fronteiras da exclusividade da salvação. Já na primeira Leitura (Is 25,6-10) encontra-se a referência a um banquete suntuoso. Não se trata de um banquete nupcial, como no Evangelho, mas revela a grandeza e a generosidade de quem o oferece. No Evangelho, o banquete é “nupcial”, linguagem que remete à “aliança”, referência à “Nova Aliança” realizada por Jesus, para a qual todos são chamados a aderir. A narrativa de Mateus está em continuidade às anteriores, em que Jesus se encontra em Jerusalém e em conflito constante com as lideranças religiosas do povo. Trata-se de uma terceira parábola em que Jesus ataca as elites e as trata como assassinas e responsáveis pela ruina de Jerusalém e pela situação do próprio povo, especialmente os pobres. Deus continua fiel à sua aliança, mantém a firme decisão de conduzir seu povo à salvação. O convite divino, expresso no banquete preparado pelo rei, é mantido, mas os primeiros a rejeitar são as lideranças do povo: “chefes dos sacerdotes e fariseus” (Mt 21,45). Recusam, apesar de nada ter-lhes sido exigido; ao contrário, tudo lhes foi oferecido gratuitamente. Eles, porém, são incapazes de entrar na dinâmica do amor generoso de Deus, de participar alegre, festiva e prazerosamente do banquete divino. Seu comportamento é de “não querer”, de “não atenção”, ou então de “violência e assassinato dos servos do rei”. O rei é então tomado de indignação e destina suas cidades à destruição. Trata-se de uma livre decisão de não adesão ao projeto da Aliança, o que gera a autodestruição. Mais uma vez Jesus acusa os chefes dos sacerdotes e os fariseus como indignos da salvação, pois suas opções são por outro projeto. O convite é endereçado aos que os “donos da salvação” excluem e condenam: os pobres e marginalizados. No entanto, também estes devem comprometer-se com a causa do reino (expresso na roupa de festa). Todos os que aceitam seguir Jesus, devem estar revestidos do ser e fazer de Jesus. Ir. Zenilda Luzia Petry - FSJ
Congregação das Irmãs Franciscanas de São José
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