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Testemunha da Luz - Jo 1-6-8. 19-28 – Estamos no terceiro domingo do Advento e a figura que se destaca é João Batista, aquele que preparou o caminho para Jesus. João Batista denuncia as injustiças do seu tempo e aponta para aquele que é a LUZ. A primeira parte do Evangelho é retirada do prólogo de João. Assim, em Jo 1,6-8 temos uma espécie de interrupção do prólogo poético e teológico que abre todo o Evangelho (1,1-18). É como se o evangelista ...

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» Saboreando a Palavra
“Se alguém quer me seguir” - Mt 16,21-28 – Neste 22º domingo do TC continuamos lendo o Evangelho de Mateus, um Evangelho que surgiu possivelmente por volta dos anos 80-95 d.C., depois de mais de 50 anos de tradição oral sobre o movimento de Jesus de Nazaré, que se mantinha viva nas comunidades cristãs da Galileia, da Síria e Antioquia. O tema do seguimento de Jesus é central nos Evangelhos, mesmo que cada evangelista traga algum enfoque próprio. Sempre, porém, trata-se de abandonar bens e pessoas, para seguir Jesus e se relacionar com Deus como o absoluto. O seguimento a Jesus difere da lógica da vantagem e do mérito, tão presentes no coração humano. As condições impostas por Jesus para o discipulado são de outra ordem: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Porquanto, quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por minha causa achá-la-á” (Mt 16,24-25). Este é o núcleo do seguimento. A proposta de Jesus é feita na liberdade: “se alguém quer me seguir”. Ninguém é coagido a segui-lo. Seguir Jesus é sair de si mesmo, é romper com a autossuficiência e a autorreferencialidade que mata a vida de Deus em nós. A expressão “negar a si mesmo”, não é autonegação ou autodesprezo, mas significa “dizer não” às tendências egocêntricas do nosso interior. “Renunciar a si mesmo” significa renunciar aquilo que é atração natural, mas que depois nega a vida plena. Para ganhar a vida é necessário perdê-la, e “perder a vida” significa deixar de alimentar o “ego”. Outra afirmação de Jesus que pode intrigar seus seguidores é: “Tome a sua cruz e me siga”. A cruz não é automutilação, mas é a consequência de sermos fiéis à nossa verdadeira identidade de seguidores de Jesus que anuncia que vai dar a própria vida e convida os discípulos a iniciar um caminho de entrega generosa da vida. A seguir, Jesus informa que vai a Jerusalém para realizar sua missão de doar a própria vida pela causa do Reino. Isto ele o fará de forma gratuita, sem violência, uma forma desconcertante para os seus seguidores. Pedro tenta corrigir Jesus, a partir de seu ponto de vista. Mostra que não está sintonizado com o caminho que Jesus está trilhando. E Jesus o corrige. Para Pedro, glória e morte não combinam. No texto anterior, Jesus havia elogiado Pedro pela resposta dada à sua pergunta: “e vós, quem dizeis que eu sou”? Agora Pedro precisa aprender a ser seguidor de Jesus crucificado. Jesus coloca Pedro na condição de seguidor, e não o deixa mais na condição de condutor do discipulado. “Vai para trás de mim, Satanás; tu és escândalo para mim, porque não pensas nas coisas de Deus, e sim nas coisas dos seres humanos” (Mt 16,23). A memória dessas palavras de Jesus de Nazaré nos traz a certeza de que o seguimento de fé difere da lógica da vantagem. Ao mesmo tempo, questiona nossa própria fé quando nos faz pensar sobre “o preço a que estamos prontos a pagar” para viver a partir do Evangelho que rompe o círculo vicioso do mal e da violência. Diante do projeto de Deus, anunciado e vivido por Jesus, não basta ter boa vontade e belas palavras, é preciso estar disposto a seguir Jesus concretamente, até as últimas consequências. Ir. Zenilda Luzia Petry - IFSJ

Congregação das Irmãs Franciscanas de São José
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