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Dia 22/07/2018

“A compaixão pelas ovelhas sem pastor” – Mc 6,30-34 – A liturgia deste 16º Domingo do TC é marcada pela compaixão de Deus pelos que sofrem. No Evangelho do domingo anterior vimos Jesus enviando os seus, ordenando-lhes a viverem um estilo de vida bem despojado e solidário com as pessoas mais pobres. Este testemunho e tal proposta de vida fizeram com que as multidões acorressem em busca de quem os atendia em suas necessidades ...

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“De olhos fixos em Jesus” - Mt 14,22-33 – O 19º Domingo do Tempo Comum nos brinda com uma narrativa evangélica de extraordinária beleza e de uma atualidade muito grande. Jesus realizara a partilha do pão para uma multidão faminta (Mt14,13-21) e então “obrigou seus discípulos a entrar na barca e ir para a outra margem”. O texto afirma que Jesus “obrigou” seus discípulos. Estariam eles resistindo a dar este passo adiante? Partir para a “outra margem”, para o diferente, é sempre um desafio. Jesus fica ainda com a multidão, fazendo as despedidas. Um gesto de proximidade, de afeição, de bem querer. Depois sobe a montanha para rezar. O evangelista Mateus dá destaque às “montanhas” em seu Evangelho. Para a tradição judaica, “montanha” é o lugar da presença divina. Em suas andanças pela Galileia Jesus, certamente, buscava ajudar seus discípulos a enfrentarem as aflições, as “tempestades” presentes e futuras. Mateus como que “recria” um episódio, verdadeiro retrato da situação das primeiras comunidades, para ajudar seus discípulos a libertarem-se de seus medos, de sua pouca fé, de suas preocupações com os “ventos contrários” e “fixar os olhos em Jesus”. Na narrativa, os discípulos estão a sós, o barco está “longe da terra” onde Jesus permaneceu, um “vento contrário” os impede de voltar à terra firme, ao chão seguro. A situação é desesperadora, pois é “noite”, os “ventos são contrários” e o barco ameaça “afundar”. De madrugada Jesus se aproxima “andando sobre as águas”, indicando assim sua soberania sobre o caos. Os discípulos, em sua realidade concreta de medo, de desespero, não o reconhecem e supõem ser “um fantasma”. Pedro, figura exemplar e representativa da comunidade cristã, quer fazer o mesmo que Jesus. Começa a caminhar sobre as águas, mas “sentindo a força do vento,” ficou com medo. A catequese da narrativa se torna evidente. Quando Pedro deixou de ”fixar seus olhos em Jesus” e foi dominado pela “força do vento”, começou a afundar. Nas horas de perseguição, de dúvidas, nos momentos de trevas existenciais, bem como no atual momento da nação brasileira, Jesus repete sua Palavra: “Coragem, sou eu! Não tenham medo”. Mas é preciso não se prender aos ventos contrários, pois isto faz a afundar na vida. Acolhendo Jesus no barco de nossa existência, cessam os ventos contrários e volta a serenidade para prosseguir até a terra firme. Ir. Zenilda Luzia Petry - IFSJ
Congregação das Irmãs Franciscanas de São José
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