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Testemunha da Luz - Jo 1-6-8. 19-28 – Estamos no terceiro domingo do Advento e a figura que se destaca é João Batista, aquele que preparou o caminho para Jesus. João Batista denuncia as injustiças do seu tempo e aponta para aquele que é a LUZ. A primeira parte do Evangelho é retirada do prólogo de João. Assim, em Jo 1,6-8 temos uma espécie de interrupção do prólogo poético e teológico que abre todo o Evangelho (1,1-18). É como se o evangelista ...

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“Quem tem ouvidos, busque compreender” - Mt 13,24-43 - O evangelho da liturgia deste domingo trata da parábola do “joio e do trigo”. Como já vimos no domingo anterior, o capítulo 13 de Mateus traz o “Sermão das Parábolas”. Mateus, além da narrativa das sete parábolas, descreve a discussão sobre o porquê delas e insiste na necessidade de ouvi-las e compreendê-las. O tema do semeador e da semente é, literariamente, o mais presente. Além da parábola do semeador e da homilia de Jesus sobre ela (Mt 13,18-23), acrescentou a parábola do joio e do trigo (Mt 13,24-30). Depois seguem as parábolas da semente de mostarda, (13,31-32), do fermento (Mt 13,33) e as demais (13,44-50). Mais uma vez se faz necessário uma “homilia” (Mt 13,36-43) sobre a parábola do joio e do trigo e o emprego deste recurso catequético para anunciar o Reino. Estamos no centro do Evangelho de Mateus. Pelo que tudo indica, o coração deste centro é a parábola do “joio e do trigo”. Nela aparece uma recomendação que causa estranhamento aos ouvintes. Qualquer agricultor sabe que se faz necessário eliminar o joio para que o trigo cresça e produza bons frutos. Mais uma se vez se faz evidente que a parábola, mesmo que seja uma referência à vida cotidiana, se caracteriza pelo desconcertante, pelo “elemento surpresa”. Quer levar os ouvintes a desconstruir certezas, a pensarem e compreender que a lógica do Reino é outra. Os estudiosos afirmam que a comunidade de Mateus é constituída pela maioria de Judeus Cristãos. Durante séculos, por causa da observância das leis de pureza, os judeus tinham vivido separados das outras nações. Este isolamento marcou a vida deles. Mesmo depois de convertidos, alguns continuavam nesta mesma observância que os separava dos outros. A comunidade cristã necessita vencer a tentação de querer excluir os que pensam de modo diferente. Este é o pano de fundo desta parábola. A palavra de Deus, que faz nascer a comunidade, é semente boa, mas sempre aparecem pessoas e práticas que são contrárias à palavra de Deus. De onde vêm? “Um inimigo fez isso enquanto dormíamos”. Quem é este inimigo? O inimigo, o adversário, o diabo (Mt 13,39) é aquele que divide, que desvia. Diante dessa realidade do trigo e do joio ((bem e mal), alguns queriam arrancar o joio, ou seja, queriam expulsar os que pensavam de modo diferente. Mas esta não foi a decisão do dono da terra. Ele diz: “Deixa-os crescerem juntos até a colheita!” O que vai decidir não é o que cada um pensa e diz, e sim o que cada um “vive e faz”, ou seja, os “frutos que produz”. É pelo fruto produzido que Deus nos julgará. A parábola do joio e do trigo explica a maneira como a força do Reino age na história. É preciso ter paciência e aprender a conviver com as contradições e as diferenças, mesmo tendo uma opção clara pela justiça e pela misericórdia do Reino. Um grande desafio para nós nestes tempos atuais! Ir. Zenilda Luzia Petry - IFSJ
Congregação das Irmãs Franciscanas de São José
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