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“Resistência e vida nova” - Mc 4,26-34 - No Evangelho do 11º Domingo do TC Jesus compara o Reino de Deus a uma semente e a um grão de mostarda. Segundo o Evangelho de Marcos, Jesus iniciara sua atividade missionária com muito sucesso. Os primeiros capítulos mostram a intensidade destas atividades que entusiasmavam os discípulos e atraiam as multidões. Jesus é um missionário itinerante que, junto com seus escolhidos, tem urgência de anunciar o Rei ...

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Discípulos “em saída” - Mt 10,26-33 – O texto do Evangelho deste 12º Domingo do Tempo Comum faz parte do assim chamado “sermão missionário de Jesus”. Portanto, são palavras dirigidas aos discípulos e às discípulas que assumiram o apostolado, que acolheram o chamado e o envio em missão. Após a escolha e o envio (Mt 10,1-4), Jesus dá um rumo à missão da comunidade (Mt 10,5-15). A missão não é tanto ir para longe, mas preocupar-se com as pessoas que estão por perto e que precisam de apoio, carinho, solidariedade, ajuda. A missão da comunidade é dar prosseguimento à prática de Jesus em favor de quem era marginalizado pela religião oficial da época: pessoas doentes, leprosas, possessas. As pessoas enviadas em missão devem anunciar o Reino de uma maneira simples e despojada, sem muitos artifícios de retórica ou de intelectualidade, muito menos em busca de resultados imediatos. Deus tem sua própria lógica. Mas a missão se dá em meio a conflitos (Mt 10,16). Os apóstolos são como “ovelhas em meio a lobos”. Ocorrem muitas dificuldades na missão (Mt 10,17-22). Diante de tantas dificuldades, Jesus dá duas recomendações (Mt 10,23-25): em primeiro lugar, não bater de frente: “se você for perseguido num lugar, fuja para outro”. Segundo: não ter medo! Esta é a chave para a leitura do evangelho para este domingo! No texto (Mt 10,26-33), aparece por três vezes a recomendação: “não tenham medo”! (vv. 26.28.31). Sinal de que o grande problema daquela época era justamente o medo. Medo de ser preso, de ser torturado, de ser expulso da comunidade religiosa, de entrar em conflito com os familiares de sua própria casa. Mas Jesus lhes indica razões de confiança. A providência de Deus protege seus servos. O valor dos mesmos não se compara ao de pássaros. Ora, “vocês valem mais do que muitos passarinhos” (v. 31). Enfim, Deus conhece o ser humano. Em forma de uma imagem extrema, Jesus diz que até mesmo os cabelos do ser humano estão contados. Assim ele consola seus discípulos amedrontados. É verdade que ele os manda como ovelhas para o meio de lobos (v. 16). Mas, no fundo, não há o que temer. Deus é maior do que os perigos deste mundo. Ele cuida de seu pessoal. A confiança em Deus vence o medo. Ir. Zenilda Luzia Petry - IFSJ
Congregação das Irmãs Franciscanas de São José
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